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O
Período Pós Guerra |
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Quando a guerra acabou a Alemanha foi
dividida em duas zonas, a fabrica de Wolfsburg estava sob controle
americano, por causa dos bombardeios ela foi praticamente destruída,
no 1945 Wolfsburg já tinha mais de 6.000 trabalhadores, metade
destinado a reconstruir a fabrica, os americanos re-nomearam o
Kdf-Wagen para um código tipo/modelo sendo Tipo 1 e modelo 1 para o
Sedan ou 5 para o Conversível, assim Tipo 11 ou 15.
No fim de 1945 tendo
deficiências de matéria prima foram feitos apenas 58 Tipo 11, embora
não fossem muito confortáveis, e tinham direção britânica, Wolsfburg
que sobreviveu o período pós-guerra e aumentou a produção até chegar
a 1.000 unidades em março de 1946, as ruínas e feros retorcidos
tinha se transformado em uma fabrica de automóveis.
O primeiro grande passo para retornar
a fabrica a mãos alemãs foi em 1° de Janeiro de 1948 quando
Heinrich Nordhoff foi nomeado chefe de Wolfsburg, por Hirst e
Radclyffe, britânicos que ocupavam esse posto. Nordhoff era o homem
chave para a consolidação definitiva da Volkswagen, apesar de chegar
em anos difíceis, em 6 de setembro a Volkswagenwerk gmbh
passou aos alemães tornando-se propriedade da Republica
Federativa Alemã. |
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Tempos
de expansão |
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Durante os 20 anos que Nordhoff esteve a frente da companhia, esta
expandiu, suas idéias definidas das chaves para o crescimento foram
ter um único modelo, assim fazer o menor numero de mudanças
possível, e introduzir em outros mercados, Nordhoff sabia que a
exportação era a única maneira aumentar a produção, mais isso
implicava em qualidade superior ao modelo alemão básico, assim os
modelos exportação tiveram melhorias que depois foram adotadas no
mercado interno. O
primeiro modelo exportação apareceu junto com o Hebmüler de dois
lugares e o Karmann de quatro, os principais mercados consumidores
eram estados unidos e Hollanda, em 17 Janeiro de 1949 os Käfer, como
ficaram conhecidos na Alemanha, chegaram nos estados unidos, a
produção aumentava a cada dia, em 1950 a produção diária era de 312
veículos por o dia, cinco anos depois estava em 1.000 por dia. Os
tempos difíceis tinham terminado e a década de 50 mostraria o Käfer
ao mundo. Em 1950 Aos 75 anos falecia Ferdinad Porsche, logo após
ter visto seu sonho realizado, produzir um carro popular me série,
neste mesmo ano foi inaugurada uma nova fabrica em Brunsvique, e
ainda a produção do Käfer numero 100.000, o surgimento de um novo
modelo o Tipo 2 ou Transporter (Kombi), e também um modelo de Käfer
com teto corrediço de lona. Esses tinham peculiares ventarolas nas
janelas traseira, que não cumpriam muito bem seu papel, sendo
retiradas logo no próximo ano. |
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De 1950 a 1953 o projeto do Käfer teve
uma série de mudanças externas e internas, mudanças, tão exterior
quanto interno, principalmente no modelo exportação, cada
modificação sugeria mais clientes e novos mercados novos, em 1953 a
janela repartida, "Pretzel" ou "Split" são substituídas por uma
oval, que traz mais 23% de visibilidade.
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O Käfer já era importado para o Brasil
desde 1950, a grande expansão da fabrica levou a Volkswagen a montar
o Käfer em São Paulo, a primeira fora da Alemanha, e em 5 de Agosto
1955 a Volkswagen fez o Käfer numero 1.000.000. Em 1956 a Karmman
fez um tipo novo tipo de conversível baseado na mecânica do Käfer,
desenhado pelo instituto de design italiano Ghia, o resultado foi um
carro esportivo de desenho italiano com a robusta mecânica da
Volkswagen, Coupé ou Cabiolet.
A fabrica
do Brasil que desde 1957 fabricava a Kombi, em 1959 passa a fabricar o VW Sedan
1200, nosso popular Fusca.
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Em 1958 a janela oval, mudou para uma
larga, para melhorar a visibilidade, isso incluiu um aumento no
vidro dianteiro e mudanças na tampa do motor, o Käfer deixou algumas
de suas formas mais clássicas, pela primeira vez teve mudanças mais
significativa, em 1960 recebeu um novo motor de 34cv, atualizando o
besouro para mais uma década de sucesso.
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Novos
Modelos e Mudanças |
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Em 1961 apareceu um modelo novo, o
Tipo 3, conhecido como Volkswagen 1500 de refrigeração plana e 45cv
a 3.800rpm, que foi oferecido em versões sedan duas portas, a versão
conversível não chegou a ser fabricado por falta de rigidez, as
maiores novidades estavam no motor, o mesmo principio dos motores
Volkswagen com refrigeração plana, isso trouxe uma vantagem que não
existia nos Fuscas o Tipo 3 tinha dois porta-malas, um dianteiro e
um traseiro sobre o motor que tinha uma altura menor, tinha acesso
por uma tampa no assoalho do porta-mala, mesmo tendo um aspecto mais
atual, mais confortável, nuca foi tão popular quanto o Käfer, o Tipo
3 foi Fabricado até 1973
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Em 1964 foi inaugurada outra fabrica
em Emden, perto do mar, ao norte, que facilitaria a exportação do
Käfer para os Estados Unidos. Em 1966 foi lançado o 1300, idêntico
ao 1200. De todos os mercados estrangeiro, os Estados Unidos era o
mais importante, ao ponto das mudanças que ocorriam na Europa e
depois chegavam aos estados unidos, foram feitas de maneira inversa,
como os faróis retos que substituíram os clássicos inclinados.
Esta
modificação chegou a Europa um o ano mais tarde, em 1968, acompanhado por
outras mudanças significativas, no
mesmo ano uma fábrica no México foi construída onde o modelo 1200 era
fabricado. |
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Nesse ano também apareceu um novo
modelo, o Tipo 4 conhecido como 411 de 68cv, que no ano seguinte
passou a 80cv por conta da injeção eletrônica na versão 411E, em
1972 o 411 foi substituído pelo 412, ambos foram um fracasso, sendo
feitos apenas 400.000 unidades.
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Mas o fato que marcou o ano de 1968,
não foi a re-estilização, nem a nova fabrica e sim a morte de
Heinrich Nordhoff, este fez a companhia viver seus melhores anos, se
a década começava com a morte de Ferdinand Porsche, o pai do Fusca,
a década de 70 começava com a morte do pai da Volkswagen.
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Os anos 70 começaram com mais uma
variação do Fusca, o 1302,a base já não era a mesma, ele é um pouco
"deformado" em relação ao projeto original, tem pára-brisa abaulado,
e janelas maiores, os pára-choques eram quadrados, era o preço de
ter um carro confortável como seus concorrentes e um desenho dos
anos 30, além de ter que cumprir normas de segurança, nesse modelo
também foi trocado a suspensão por barras de torção pelo sistema
McPherson que oferecia 85% a mais de bagagem, assim o estepe ia
deitado, e no ano seguinte, o de 1971 o 1302 ganhou motor 1600.
Além do 1302 em 1970 foi lançado o primeiro VW de tração dianteira,
o K70, o projeto pertencia a NSU, incorporada pela Volkswagen um ano
antes, tinha linhas aerodinâmicas, motor de 1605cc de 75 a 90cv, era
refrigerado a ar.
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Em 1972 o Fusca alcançou 15.007.034
unidades, passando o Ford Modelo T, assim se tornando o carro mais
feito na história. O modelo 1302 teve uma vida curta, o modelo 1303
projetado especialmente para o mercado dos EUA, com apo mais longo e
curvo, lanternas maiores, pára-brisas panorâmicos, tinha motor 1.300
ou 1303i 1303L e outro de 1.600cc nos modelos 1303S e 1303LS. As
vendas dos 1303 caíram em 1974 quando apareceu o 1303A, umas mais
uma versão mais simples com o motor de 1.200cc.
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Com todo o sucesso de
1970 a Volkswagen parecia muito bem, mas estava a beira da falência
em 1974, tanto pela recessão mundial em virtude da crise do
petróleo, e principalmente por que não tinham um produto moderno
para substituir o Fusca, e finalmente entrar em uma mercado muito
competitivo, o mercado de carros compactos modernos, assim foi
lançado o Passat 1300cc de 60cv e 1500cc de 80cv, Scirocco cupe
feito pela Karmann com motores de1100cc e 1500cc, Golf com motores
de 1100cc de 50cv e 1500cc de 70cv, e o Polo com motor de 900cc de
45cv. O antigo motor a ar foi substituído pelo motor dianteiro a
água emprestado da Audi, marca que pertencia ao grupo, o famoso
motor AP.
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Fim
do Käfer |
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Em Julho de 1974 o
Käfer deixou de ser fabricado em Wolfsburg para dar Lugar ao Golf,
mas continuou a ser fabricado em Emden e Bruxelas, em 1975 produção
1303S e 1303 foi paralisada, continuando apenas o modelo 1200e o
1303 Karmann de Luxo, para o mercado americano.
Em 1978 o ultimo Käfer
feito era feito na Alemanha, em Emden, o numero 16.255.500, e numero
19.300.000 na escala mundial, mas a Karmann continuou a fabricar o
conversível até 1980.
Este não foi o fim do
Fusca, que continuou sendo fabricado no Brasil de onde saiu o numero
20.000.000 em 15 de maio de 1981, sendo produzido aqui até 1986, e
retomando a produção em 1993 encerrando novamente em 1996, e no
México onde foi feito até 30 de julho de 2003, quando saiu o ultimo
fusca, de uma série especial de 3.000 unidades, vendidas a US$8.000,
no total foram feitos 21.529.464 unidades! |