Type 1
1938-1947 KDF-Wagen
1948-1953 Split
1953-1957 Oval
1958-1967 
1968-1979 

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    Ferdinand Porsche nascido em 1875, desde muito novo se interessou pelo mundo dos motores, fez seu primeiro protótipo, o Lohner Chasie N°1 de motor elétrico. O genial Ferdinand Porsche nem sempre desfrutou do apoio das industrias, já que sua origem austríaca estava mais perto dos trabalhadores do que pessoas influentes, sempre desejou fazer um carro econômico, acessível ao povo, mas essa não era idéia da industria, por isso passou por várias empresas automobilísticas.

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    Em 1930, Porsche fundou em Stuttgart sua própria garagem ou escritório, a "Dr. Ing. h.c. Ferdinand Porsche, G.m..b.H., Konstruktionbüro für Motoren-Fahrzeug-, Luftfahrzeug-, und Wasserfahrzeugbau", com a intenção fazer um carro pequeno barato. Era uma agência de projetos para pesquisar e desenvolver projetos para as grandes empresas, desta maneira recebeu uma encomenda da fabrica de motos Zundapp, que quis ingressar no ramo automobilístico, o projeto Tipo 12 tinha início, mas a condição de que o veiculo deveria ter motor radial de cinco cilindros refrigerado a água fez com que o contrato fosse encerrado.

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   O ano de 1932 era um ano ruim para Porsche, estava perto de fechar, quando o barão Fritz von Falkenhayn, um dos diretores da NSU (filial alemã da Fiat) lhe encomendou um projeto de um carro simples que fosse adequado a situação alemã no período entre guerras, este seria o Tipo 32, que teria motor refrigerado a ar de 1.470cc, muito semelhante ao do Fusca. Ao saber do projeto Tipo 32 a FIAT obrigou a interrompe-lo, pois a NSU não estava autorizada a desenvolver novos veículos.

   

    Porsche estava outra vez sem clientes, precisava de uma firma grande para patrocinar seu projeto de carro popular, e é aqui que entra Adolf Hitler, sem o cruel ditador, provavelmente o Fusca não existiria, o interesse era apresentar um ponto positivo nazista no mundo do automóvel, sendo assim, Hitler quis apresentar ao mundo o Volksauto (carro do povo) como um triunfo da do povo alemão, e seu governo nazista. Hitler ficou sabendo do projeto Tipo 32 com um velho amigo de Porsche na Daimler-Benz, de nome Jokob Werlin, Porsche viajou a Berlim e encontrou-se com Hitler, meses mais tarde, apesar da relutância dos fabricantes alemães, a RDA (Associação Alemã de fabricantes dos carros) contratou Porsche para desenvolver um veículo novo, financiados pelo governo alemão, um carro familiar para 4 passageiros, com motor refrigerado a ar, consumo de 14km/l e velocidade de 100km/h.

 

   

    Assim surgiu o Tipo 60, derivado do Tipo 32, em 1935 dois protótipos fizeram mais de 80.000km em testes na Floresta Negra, esses derivaram os modelos V1 construído por Reutter bi-cilindrico quatro tempos, V2 feito por Drauz com motor dois tempos, e V3 pela Daimler-Benz com um boxer 4 cilindros  de 933cc com válvulas na cabeça acionados por varetas e balancins e 23,5cv a 3000rpm, suspensão independente, e a carroceria semi-fusóide, esta seriam os protótipos denominados Volkswagen 30, esses foram construídos pela Daimler Benz. Após 2.400.00km de testes o VW3 foram aprovados, apresentando desde muito cedo sua principal característica, a robustez. esse foi designado o Tipo 30 em 1937, e já demonstrava as formas do Fusca, a traseira não possuía nenhuma janela, apenas grades para refrigeração do motor. Em 1938 as grades traseira foram reduzidas, ganhando duas janelas atrás, a Série 38. Com a aprovação de Hitler, este percebeu que a RDA não se mexeria muito para fabricar o besouro, assim decidiu construir uma fabrica, em lugar estratégico, em Schloss Wolfsburg, já que oferecia um rio para navegação e geração de energia para os moradores que trabalhariam na fabrica.  

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    A Série 38 foi chamada comercialmente de Kdf-Wagen, (Kraft durch Freude, ou Força pela Alegria), disponível em apenas uma cor, sendo possível adquiri-lo através do financiamento de sua produção, juntando cupons de 5 marcos até atingir 90, pagando mais 50 na entrega e mais 200 por dois anos de seguro, o contrato não poderia ser encerrado, sob pena de perder todos o acumulado, mesmo assim 336.600 pessoas aceitaram as restritas negociações. Mas o 1 de setembro de 1939 a Alemanha invadiu a Polônia, logo a fabrica foi paralisada a fabrica então começou a produzir um fusca no estilo militar com motor mais forte, de 1131cc de 25cv, para suportar terrenos acidentados, nenhum dos compradores recebeu o Kdf-Wagen o regime de produção civil em 1945.

 

O Período Pós Guerra

  

    Quando a guerra acabou a Alemanha foi dividida em duas zonas, a fabrica de Wolfsburg estava sob controle americano, por causa dos bombardeios ela foi praticamente destruída, no 1945 Wolfsburg já tinha mais de 6.000 trabalhadores, metade destinado a reconstruir a fabrica, os americanos re-nomearam o Kdf-Wagen para um código tipo/modelo sendo Tipo 1 e modelo 1 para o Sedan ou 5 para o Conversível, assim Tipo 11 ou 15.  

    No fim de 1945 tendo deficiências de matéria prima foram feitos apenas 58 Tipo 11, embora não fossem muito confortáveis, e tinham direção britânica, Wolsfburg que sobreviveu o período pós-guerra e aumentou a produção até chegar a 1.000 unidades em março de 1946, as ruínas e feros retorcidos tinha se transformado em uma fabrica de automóveis.

    O primeiro grande passo para retornar a fabrica a mãos alemãs foi em 1° de Janeiro de 1948 quando  Heinrich Nordhoff foi nomeado chefe de Wolfsburg, por Hirst e Radclyffe, britânicos que ocupavam esse posto. Nordhoff era o homem chave para a consolidação definitiva da Volkswagen, apesar de chegar em anos difíceis, em 6 de setembro a Volkswagenwerk  gmbh passou aos alemães tornando-se propriedade da Republica Federativa Alemã.

 

Tempos de expansão

     

    Durante os 20 anos que Nordhoff esteve a frente da companhia, esta expandiu, suas idéias definidas das chaves para o crescimento foram  ter um único modelo, assim fazer o menor numero de mudanças possível, e introduzir em outros mercados, Nordhoff sabia que a exportação era a única maneira aumentar a produção, mais isso implicava em qualidade superior ao modelo alemão básico, assim os modelos exportação tiveram melhorias que depois foram adotadas no mercado interno. O primeiro modelo exportação apareceu junto com o Hebmüler de dois lugares e o Karmann de quatro, os principais mercados consumidores eram estados unidos e Hollanda, em 17 Janeiro de 1949 os Käfer, como ficaram conhecidos na Alemanha, chegaram nos estados unidos, a produção aumentava a cada dia, em 1950 a produção diária era de 312 veículos por o dia, cinco anos depois estava em 1.000 por dia. Os tempos difíceis tinham terminado e a década de 50 mostraria o Käfer ao mundo. Em 1950 Aos 75 anos falecia Ferdinad Porsche, logo após ter visto seu sonho realizado, produzir um carro popular me série, neste mesmo ano foi inaugurada uma nova fabrica em Brunsvique, e ainda a produção do Käfer numero 100.000, o surgimento de um novo modelo o Tipo 2 ou Transporter (Kombi), e também um modelo de Käfer com teto corrediço de lona. Esses tinham peculiares ventarolas nas janelas traseira, que não cumpriam muito bem seu papel, sendo retiradas logo no próximo ano.

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    De 1950 a 1953 o projeto do Käfer teve uma série de mudanças externas e internas, mudanças, tão exterior quanto interno, principalmente no modelo exportação, cada modificação sugeria mais clientes e novos mercados novos, em 1953 a janela repartida, "Pretzel" ou "Split" são substituídas por uma oval, que traz mais 23% de visibilidade.

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    O Käfer já era importado para o Brasil desde 1950, a grande expansão da fabrica levou a Volkswagen a montar o Käfer em São Paulo, a primeira fora da Alemanha, e em 5 de Agosto 1955 a Volkswagen fez o Käfer numero 1.000.000. Em 1956 a Karmman fez um tipo novo tipo de conversível baseado na mecânica do Käfer, desenhado pelo instituto de design italiano Ghia, o resultado foi um carro esportivo de desenho italiano com a robusta mecânica da Volkswagen, Coupé ou Cabiolet. A fabrica do Brasil que desde 1957 fabricava a Kombi, em 1959 passa a fabricar o VW Sedan 1200, nosso popular Fusca.

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    Em 1958 a janela oval, mudou para uma larga, para melhorar a visibilidade, isso incluiu um aumento no vidro dianteiro e mudanças na tampa do motor, o Käfer deixou algumas de suas formas mais clássicas, pela primeira vez teve mudanças mais significativa, em 1960 recebeu um novo motor de 34cv, atualizando o besouro para mais uma década de sucesso.

 

Novos Modelos e Mudanças

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    Em 1961 apareceu um modelo novo, o Tipo 3, conhecido como Volkswagen 1500 de refrigeração plana e 45cv a 3.800rpm, que foi oferecido em versões sedan duas portas, a versão conversível não chegou a ser fabricado por falta de rigidez, as maiores novidades estavam no motor, o mesmo principio dos motores Volkswagen com refrigeração plana, isso trouxe uma vantagem que não existia nos Fuscas o Tipo 3 tinha dois porta-malas, um dianteiro e um traseiro sobre o motor que tinha uma altura menor, tinha acesso por uma tampa no assoalho do porta-mala, mesmo tendo um aspecto mais atual, mais confortável, nuca foi tão popular quanto o Käfer, o Tipo 3 foi Fabricado até 1973

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    Em 1964 foi inaugurada outra fabrica em Emden, perto do mar, ao norte, que facilitaria a exportação do Käfer para os Estados Unidos. Em 1966 foi lançado o 1300, idêntico ao 1200. De todos os mercados estrangeiro, os Estados Unidos era o mais importante, ao ponto das mudanças que ocorriam na Europa e depois chegavam aos estados unidos, foram feitas de maneira inversa, como os faróis retos que substituíram os  clássicos inclinados. Esta modificação chegou a Europa um o ano mais tarde, em 1968, acompanhado por outras mudanças significativas, no mesmo ano uma fábrica no México foi construída onde o modelo 1200 era fabricado.

 

    Nesse ano também apareceu um novo modelo, o Tipo 4 conhecido como 411 de 68cv, que no ano seguinte passou a 80cv por conta da injeção eletrônica na versão 411E, em 1972 o 411 foi substituído pelo 412, ambos foram um fracasso, sendo feitos apenas 400.000 unidades.

 

    Mas o fato que marcou o ano de 1968, não foi a re-estilização, nem a nova fabrica e sim a morte de Heinrich Nordhoff, este fez a companhia viver seus melhores anos, se a década começava com a morte de Ferdinand Porsche, o pai do Fusca, a década de 70 começava com a morte do pai da Volkswagen. 

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    Os anos 70 começaram com mais uma variação do Fusca, o 1302,a base já não era a mesma, ele é um pouco "deformado" em relação ao projeto original, tem pára-brisa abaulado, e janelas maiores, os pára-choques eram quadrados, era o preço de ter um carro confortável como seus concorrentes e um desenho dos anos 30, além de ter que cumprir normas de segurança, nesse modelo também foi trocado a suspensão por barras de torção pelo sistema McPherson que oferecia 85% a mais de bagagem, assim o estepe ia deitado, e no ano seguinte, o de 1971 o 1302 ganhou motor 1600. Além do 1302 em 1970 foi lançado o primeiro VW de tração dianteira, o K70, o projeto pertencia a NSU, incorporada pela Volkswagen um ano antes, tinha linhas aerodinâmicas, motor de 1605cc de 75 a 90cv, era refrigerado a ar.

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    Em 1972 o Fusca alcançou 15.007.034 unidades, passando o Ford Modelo T, assim se tornando o carro mais feito na história. O modelo 1302 teve uma vida curta, o modelo 1303 projetado especialmente para o mercado dos EUA, com apo mais longo e curvo, lanternas maiores, pára-brisas panorâmicos, tinha motor 1.300 ou 1303i 1303L e outro de 1.600cc nos modelos 1303S e 1303LS. As vendas dos 1303 caíram em 1974 quando apareceu o 1303A, umas mais uma versão mais simples com o motor de 1.200cc.

 

    Com todo o sucesso de 1970 a Volkswagen parecia muito bem, mas estava a beira da falência em 1974, tanto pela recessão mundial em virtude da crise do petróleo, e principalmente por que não tinham um produto moderno para substituir o Fusca, e finalmente entrar em uma mercado muito competitivo, o mercado de carros compactos modernos, assim foi lançado o Passat 1300cc de 60cv e 1500cc de 80cv, Scirocco cupe feito pela Karmann com motores de1100cc e 1500cc, Golf com motores de 1100cc de 50cv e 1500cc de 70cv, e o Polo com motor de 900cc de 45cv. O antigo motor a ar foi substituído pelo motor dianteiro a água emprestado da Audi, marca que pertencia ao grupo, o famoso motor AP.

 

Fim do Käfer

 

    Em Julho de 1974 o Käfer deixou de ser fabricado em Wolfsburg para dar Lugar ao Golf, mas continuou a ser fabricado em Emden e Bruxelas, em 1975 produção 1303S e 1303 foi paralisada, continuando apenas o modelo 1200e o 1303 Karmann de Luxo, para o mercado americano.

    Em 1978 o ultimo Käfer feito era feito na Alemanha, em Emden, o numero 16.255.500, e numero 19.300.000 na escala mundial, mas a Karmann continuou a fabricar o conversível até 1980.

    Este não foi o fim do Fusca, que continuou sendo fabricado no Brasil de onde saiu o numero 20.000.000 em 15 de maio de 1981, sendo produzido aqui até 1986, e retomando a produção em 1993 encerrando novamente em 1996, e no México onde foi feito até 30 de julho de 2003, quando saiu o ultimo fusca, de uma série especial de 3.000 unidades, vendidas a US$8.000, no total foram feitos 21.529.464 unidades!

por: Camilo Fontana

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